Ela o beijava sem amor, sem vontade, mais para seguir um ritual do que por prazer. O seu corpo ele conhecia de có,o que a incomodava,como se algo tivesse atravessado a barreira do seu íntimo e entendesse como seu corpo funciona.Assim que terminava,ele acendia seu cigarro e ia pra varanda,enquanto ela gostava de se sentar no chão frio do banheir, nua.Imagens dançavam pela sua cabeça,quando eles se conheceram,primeiro aniversário de um ano,essas coisas que só importam pro casal,mas que eles adoram contar pros outros.Não tinham muitos,mas ela se agarrava a eles como se fossem necessários,como se fossem tudo o que ela precisava pra viver,mas que a qualquer momento iria sumir e perder a importância,junto com coisas que guardamos dentre de nós.Na verdade,todos temos o canto de coisas que perderam a importância dentro da nossa cabeça,alguns mais outros menos.Um presente,um beijo,um momento,um céu.
Mas voltando a ela, que agora já se levanta e volta à cama, aonde seu amor já se encontra dormindo. Nem um beijo,nem um toque,nem um sorriso.Ela sussurra um boa noite,se veste e sai para nunca mais voltar.
Ele já não tinha importância,e ela precisava seguir em frente
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