domingo, 13 de dezembro de 2009

Livro que não irei terminar

Era uma vez um príncipe que vivia num pequeno castelo nas altas montanhas de polivel, aonde reinava a paz e a beleza. Desde pequeno ouviu os bardos cantarem sobre o amor enquanto caminhava nos seus jardins e pelas salas do castelo aonde todos os tipos de instrumentos eram encontrados.Então dentro dele brotou um desejo: encontrar o seu verdadeiro amor.Nada mais importava para ele,vivia os dias e as noites sonhando.Não se concentrava nas aulas e nunca pegou em uma espada.Não que precisasse de professores para a sua instrução,pois a criança parecia ser um gênio e demonstrava cálculos e golpes de espadas que nem os maiores mestres do reino conheciam.Quando descobriu que os príncipes deviam casar com quem os seus pais escolhessem se trancou no quarto durante 2 dias inteiros,até que seus pais mandaram arrombar a porta e o encontraram chorando ao lado da cama.
No seu aniversário de 12 anos, falou para o pai que não pretendia assumir o trono, pois isso se colocava no caminho dele em busca do amor. O pai tentou argumentar,mas o menino mimado gritou e se trancou no quarto.
O rei preocupado foi ao templo conversar com os deuses, pedindo uma benção para o menino,para ele se tornar o maior monarca do mundo e reinar como nenhum outro.E que principalmente ele esquecesse essa bobagem de amor.
Os deuses furiosos pela leviandade do rei com o amor resolveram lhe dar uma lição.Jogaram uma maldição no menino
-“Ele será o maior rei de todos os tempos, mas nunca encontrara o seu verdadeiro amor”. Dito isso,uma pequena menina de apenas 7 anos morreu subitamente em um vilarejo.
Passam-se 6 anos e a criança já é um homem, tomou o trono do seu pai com o apoio do exercito e o atirou no calabouço. Acabou com os jardins, com a música, com os poetas e com a beleza do castelo, transformando numa fortaleza para defender o seu reino cada vez maior.
Um dia,quando andava pela fileira de soldados pronta a atacar um vilarejo,sentiu uma pontada no coração e uma lágrima escorreu pelo seu rosto sendo encoberta pelo elmo.
Nesse momento nasciam duas crianças, um menino e uma menina, foram trazidos ao mundo por uma parteira em transe.Os deuses sorriam.

Eu falando de mim mesmo

Não consigo dormir. Não que isso seja uma novidade,mas nunca vai deixar de me incomodar.Aquela velha ansiedade por aventuras me toma de novo.Acho que não fui feito pra um mundo aonde a maior aventura e conseguir passar numa prova para ter dinheiro e sobreviver.Um mundo sem magia.
Ainda sonho em acordar de elmo e espada na mão (serve um cajado também). Em ir andando até o castelo de meu mestre para receber as ordens do dia,ou as lições,ou simplesmente guerrear.A guerra não é bonita,mas os sentimentos que são despertados sim.Não sonho com mortes,e sim com batalhas.Com pessoas que tentam ser mais e com novidade a cada dia.Não consigo não tomar a idade medieval como exemplo,mas não o medieval clássico “clero-nobreza-servos”.Quero dragões para enfrentar,quero ser abençoado por uma sacerdotisa,quaro sentar com Arthur e sacrificar um cordeiro para abençoar o exercito.Quero conhecer as práticas antigas,os movimentos dos astros e as ervas apropriadas.Mas acho que principalmente desejo ser livre.E forte.
Minha fantasia é estranha, pois juntos várias partes de coisas diferente que li, vi e imaginei e formo cenários, mas nunca um mundo todo.
Imagino um mundo de magia caótico, pois o caos tem que tomar conta da magia. Mas não tem como eu descrever,pois é o caos,e ninguém nunca viu/sentiu o caos total.Écomo a escuridão total,as pessoas só pensam num grande preto,mas não existe cor na escuridão.Acho que a idéia de coisas sem razão e sem nada não faz bem a mente humana.Eu mesmo fico enjoado quando penso na minha definição dos dois.Mas meu desejos sempre foram assim,enjoativos.